Todos os dias passo pela mesma rua, á mesma hora e sempre
pela frente da mesma casa. Para te ver mais uma vez.
Lembro me de quando me dirigia para o jardim, passei por
essa mesma rua como o habitual. Mas algo estava diferente, existia um camião de
mudanças e lá ao lado dele estavas tu, com aquela cara de anjo que derretia
qualquer pessoa.
Cada passo que eu dava parecia que era para o precipício.
Estava cada vez mais perto de ti, e foi aí que senti o cheiro do teu perfume,
magnifico. Não era um cheiro muito masculino, mas também não feminino, era
simplesmente perfeito.
Quando os nossos olhares se chocaram foi como se tivesse
levado um tiro no estômago, senti um aperto enorme que me impedia de avançar,
algo queria que eu ficasse ali a admirar tal beleza, algo que nunca vira e que
nunca sentira.
Olhei rapidamente para o relógio e vi que já era tarde e que
não podia ir ao jardim. Senti-me mais triste por não puder continuar a
admirar-te e não por ter de ir embora. Foi ai que decidi que haveria de voltar.
No dia a seguir, passei pela mesma rua, há mesma hora, tudo isto porque te queria ver.
Lá estavas tu á porta de casa como se adivinhasses que eu ia passar, mas tudo seria fruto da minha imaginação, até que quando passei por ti, ouvi uma voz, era a tua. Chamaste-me mesmo não sabendo o meu nome, uma pequena palavra começou uma história, ‘’Desculpa?’’.
No dia a seguir, passei pela mesma rua, há mesma hora, tudo isto porque te queria ver.
Lá estavas tu á porta de casa como se adivinhasses que eu ia passar, mas tudo seria fruto da minha imaginação, até que quando passei por ti, ouvi uma voz, era a tua. Chamaste-me mesmo não sabendo o meu nome, uma pequena palavra começou uma história, ‘’Desculpa?’’.
Fiquei na dúvida se era para mim mesmo assim parei. Não
virei-me de imediato sinceramente não sei porquê, talvez por vergonha?
Realmente ainda hoje não sei o que se passou.
Acabaste por tomar o primeiro passo, vieste ter comigo. Aí
ainda mais envergonhada fiquei, eu ali parada sem reacção e tu com um sorriso
malandro na cara. Perguntaste-me se era de perto e ai começou uma conversa,
ficamos até tarde a falar e quando dei por mim anoitecera e teria de ir embora.
Por fim perguntaste-me o meu nome e eu disse Carolina.
E lá estavas tu com aquele sorriso que tinhas quando vieste falar comigo. Eu
com a pressa nem o teu nome perguntei. Mas sabia que no dia a seguir tinha de
voltar.
Mais uma vez nos encontramos, mas desta não foi igual, dirigimo-nos um ao outro, éramos como um íman atraiamo-nos mutuamente. Uma força inexplicável que não compreendia naquela altura. Mas sabia que um dia mais tarde haveria de a compreender.
Mais uma vez nos encontramos, mas desta não foi igual, dirigimo-nos um ao outro, éramos como um íman atraiamo-nos mutuamente. Uma força inexplicável que não compreendia naquela altura. Mas sabia que um dia mais tarde haveria de a compreender.
Durante dias encontrávamo-nos sempre no mesmo sítio, a porta
da tua casa. Falávamos constantemente, e sempre com vários assuntos, até que no
dia em que fazia um mês que nos conhecemos naquele mesmo lugar tu disseste que
tinhas uma pergunta a fazer, senti de imediato um frio na barriga.
Foi então que me sussurraste ao ouvido ‘’Queres ser
minha namorada?’’, aí foi o descalabro total, nesse momento o mundo tinha
desabado nos meus pés, não era mais o frio na barriga, as chamadas borboletas,
era sim um calor no peito que senti pela primeira vez, fiquei uns minutos sem
resposta até que finalmente te respondi com uma única palavra que poderia mudar
a minha vida, mas desta vez quem estava com o tal sorriso era eu, enquanto
respondia o ‘’Sim’’.
Recordo-me de tudo como se fosse hoje, desejava viver tudo
outra vez, só par poder estar contigo de novo, agora e sempre estiveste no meu
coração, nada mudou e nada mudará. Ao fim destes anos todos contigo ao meu lado
e com os nossos pequenos, lembro-me de tudo, e não me arrependo de nada do que
fiz contigo, foste e serás o meu grande amor.
Ainda hoje percorro todos os dias o mesmo percurso, passo pela mesma casa, há mesma hora, mas só com um destino diferente, levar-te umas flores ao cemitério.
Ainda hoje percorro todos os dias o mesmo percurso, passo pela mesma casa, há mesma hora, mas só com um destino diferente, levar-te umas flores ao cemitério.
Tudo começou com uma palavra e tudo acabou com uma outra
‘’Amo-te’’.

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